ENTREVISTA 03 - ELLIE: A DOCE NINFETA
“Foi quase uma hora assim, a tortura mais deliciosa da
minha vida. Terminei gozando roçando o grelinho na beirada da cama.”
De onde você é? E qual sua primeira lembrança
de ter visto uma cena de sexo em sua vida?
Sou de uma cidadezinha litorânea de Santa
Catarina. Atualmente moro em Florianópolis.
É algo bem pessoal (risos). Foi um achado
entre uma pilha de revistas velhas dada pelo meu pai, uma cheia de fotos de
casais e pessoas reais com anúncios e endereços para mandar cartas... Ele bem
que tentou esconder, mas eu achei e matei a curiosidade de como os bebês eram
feitos... Devia ter uns dez anos.
Com quantos anos perdeu a virgindade e como
foi?
Perdi a virgindade com 13 anos com um homem
mais velho. Posso resumir que não foi uma experiência boa. Pelo menos me
ensinou a valorizar meu prazer antes de tudo.
Explica pra gente o nickname The Nymph e nos
revele algumas de suas influências sexuais, quem admira, o que lê, o que
assiste...
Quando resolvi mudar meu nome (tenho três
anos de webcam) procurava algo que tivesse relação com meu jeito de ser. Sou manhosa,
jeitinho de menina e ao mesmo tempo levada e brincalhona. A figura das Ninfas
era bem o que procurava. Ambos os sentidos, a da mitologia, das florestas e no
sentido de Lolita. Sou uma pessoa mente aberta no sexo, gosto de deixar o
momento levar. Na hora do tesão vale tudo, menos o que o outro não gosta. Amo
ler contos eróticos... Quanto ao que assisto, meus gostos são peculiares. Eles
vão desde pornô gay, hole glory, bdsm, até com historinhas. Adoro aqueles de
massagem, de médico... Meus favoritos são os amadores. Admiro toda mulher que
bate no peito e tem coragem de ser sex worker num mundo tão hipócrita... Onde
todos fazem sexo, mas, ao mesmo tempo, ele é sujo.
Como você começou a ser uma camgirl e o que
te motivou a entrar nesta profissão?
Por pura brincadeira, curiosidade. Quando me
aprofundei, vi que não era só sobre sexo todo o tempo, mas muitas vezes sobre
conhecer pessoas e se conectar com elas. Meu papel quase sempre é trazer alívio
(adicione duplo sentido ou não, como preferir) para a rotina estressante de quem
me acessa. Falando no ponto de vista de negócios, a liberdade de trabalhar em
casa, os ganhos que são relativos com o quanto você trabalha, ser eu mesma e,
de bônus, gozar gostoso quando a companhia é gostosa!
Como foi seu primeiro show na cam?
Muito
divertido, só fiquei dançando, provocando em um chat público. Curti o momento e
o tesão da descoberta.
Me conte três fantasias que gostaria de realizar.
Transar (só) com uma mulher, dominar um homem
e ser dominada no sentido BDSM.
Me diga agora dois momentos sexuais
inesquecíveis e de muito prazer que teve, seja no trabalho ou na vida pessoal.
Na vida pessoal, com certeza, meu primeiro
ménage masculino. Ter dois homens a sua inteira disposição é algo que toda
mulher deveria experimentar. No trabalho... Foi uma “tortura” em um dos meus
atendimentos. Ele foi bem específico para que eu fizesse o que ele mandasse e
eu aceitei a brincadeira. “Coloca um dedo. Só coloca. Movimenta bem devagar.
Para. Mexe no clitóris. Mais devagar. Não acelera sem eu mandar. Tira o dedo.”
Foi quase uma hora assim, a tortura mais deliciosa da minha vida. Terminei
gozando roçando o grelinho na beirada da cama.
O que pensa para o futuro?
Por hora não tenho planos de longo prazo. Meu
objetivo sempre foi ser feliz. Só me visualizo bem financeiramente e saudável,
pois, sei que o resto vem. Quanto ao camming, quero muito deixar o mercado
brasileiro e partir para o estrangeiro. Me sinto muito limitada, são poucas
opções e o mercado está apenas começando por aqui, “
Você gosta de filmes pornôs? Contracenaria em
um?
Gosto bastante mas, devido a trabalhar na webcam,
vejo poucos. Nunca digo nunca, quem sabe uma proposta tentadora não apareça.
Porém, não me imagino num pornô hardcore.
Masturbação feminina ainda é um tabu em nossa
sociedade. Você se lembra da primeira vez que se masturbou?
Lembro sim! Nada como uma gozada esfregando o
grelinho no travesseiro (risos). Ainda é o jeito mais gostoso de me masturbar.
Tempo atrás nós conversamos sobre alguns
“pornôs gourmet’s”, como você mesma diz, e você me revelou que adora áudio
porn. Ouvir sexo é tão excitante quanto ver em sua opinião?
Com certeza. Nada como uns gemidos gostosos,
tapas, besteirinhas e aquela respiração pesada. Melhor que isso só os dois
juntos e tudo amador.
Quando você usa o termo “pornô gourmet ou
raiz”, qual o real significado pra você?
O raiz que falo é o de má qualidade, feito de
qualquer jeito. Isso me irrita (risos) ...No meio das camgirls, digo. Digo de
papel de bolacha no chão, feito de qualquer jeito (risos). Pérolas dos sites.
Ou quando a pessoa faz anal e suja tudo... Já vi.
Homens ou mulheres para um ménage à trois?
Vale os dois? (risos).
Linda namoradinha do meu core, mais alguma
coisa que gostaria de comentar nesta entrevista? Fique à vontade.
Gostaria de agradecer o convite e o espaço na
sua coluna. Convido a todos que gostaram de me conhecer um pouco, a conhecer
meu conteúdo e me seguir nas redes sociais. Um beijo gostoso a todos!
Twitter: @_thenymph
Instagram: https://www.instagram.com/thenymph_/
Ensaio site Suicide Girls: https://www.suicidegirls.com/girls/the_nymph/
© Caroline Borgia 19/07/2018

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